Cadernos de Seguro

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SEGUROS PARA RISCOS DE PETRÓLEO

[B]Um mercado em ascensão[/B]

De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os investimentos para extração de petróleo e gás alcançarão R$ 340 bilhões até 2013. O setor de petróleo, que ainda é muito concentrado no Rio de Janeiro, será ampliado, sobretudo devido ao pré-sal, impulsionando negócios também em São Paulo e no Espírito Santo.

E de que forma os seguros podem contribuir para o apoio e desenvolvimento desse mercado, que deve colocar o Brasil entre os dez maiores produtores de petróleo no mundo?

Já é realidade que o seguro para riscos de petróleo passou a fazer parte do foco de investimentos de várias seguradoras, que estão preparadas para atender a demanda de operações de prospecção, perfuração e produção.

A cadeia de produção do petróleo oferece muitas oportunidades para atuação das companhias de seguros, visando à proteção das operações, da extração à refinaria, passando por operação e transportes.

[B]Danos reparáveis[/B]
A verdade é que os seguros podem estar atrelados à totalidade das ações que envolvem a extração do petróleo, cobrindo danos diversos e inesperados. A contratação pode incluir, por exemplo, cobertura para os danos materiais causados a torres, plataformas, navios, sondas e seus equipamentos, quer no desenvolvimento das próprias operações, quer em virtude de fenômenos da natureza. Danos decorrentes de construção, assim como reparo ou manutenção de torres, plataformas, navios, sondas e seus equipamentos também podem estar contemplados na apólice.

A sofisticação e o alcance de um programa de seguros dessa envergadura são tão grandes que se pode optar pela cobertura de danos materiais ou perda de receita causados pela eclosão de situações de guerra ou greves. Além disso, é possível acoplar a proteção para despesas operacionais causadas por um evento coberto que, em princípio, estão fora da atividade normal do segurado. Um bom exemplo se refere às despesas para controle de um poço de petróleo, incluindo providências para evacuação da área, fechamento deliberado do poço, entre outras.

Quanto ao transporte, o segurado pode contratar o seguro de casco (cobertura do navio) e seguro do navio (cobertura de mercadorias), bem como o seguro de perda e indenização. Já na parte final, no momento em que o petróleo está na refinaria, existem seguros para refinarias de óleo leve e óleo pesado, além da cobertura para risco operacional (seguro de transporte e distribuição).

Em outras palavras, cada etapa de produção e distribuição do petróleo pode ter um pacote de seguros sob medida. E, claro, uma boa assessoria nessa área é fundamental, para que o futuro não reserve surpresas desagradáveis, como quando ocorre um sinistro e não existe cobertura por falta de informação ou descuido.

[B]O papel do resseguro[/B]
Diante desse cenário, torna-se importante entender também como funciona o setor de resseguros e qual seu papel no fechamento de um contrato.

De uma maneira simplificada, o resseguro é também conhecido como seguro do seguro. Quando uma seguradora faz uma apólice, em que o risco de perda é alto demais, o que inclui praticamente todas as empresas exploradoras de petróleo, ela repassa parte do contrato para uma resseguradora.

As resseguradoras, por sua vez, também fazem seguros de seus negócios, numa operação chamada retrocessão. E agora o Brasil faz parte de um ambiente globalizado, graças à abertura do mercado nacional.
Na prática, tudo isso quer dizer que não falta capacidade, nem apetite dos players internacionais, para atender a demanda do mercado. Nesse aspecto, o setor de exploração do petróleo torna-se bastante atrativo, juntamente com todas as construções e preparativos para Copa do Mundo, em 2014, e Jogos Olímpicos, em 2016.

O Brasil atravessa um momento único e especial para as empresas de petróleo e para o mercado de seguros. O segmento petrolífero precisa se precaver de várias formas e as seguradoras podem contribuir muito para o desenvolvimento e manutenção das operações ligadas à extração de petróleo, além de dar apoio ao próprio desenvolvimento da nação.

03/05/2011 10h43

Por Angelo Colombo

Diretor de Grandes Riscos da Allianz Seguros

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