Cadernos de Seguro

Reportagem

Educação financeira também se aprende na escola

Resistir aos apelos imediatistas do consumo, evitando contrair dívidas parceladas, poupando e pagando o que puder à vista é a forma mais prudente de manter a saúde financeira em tempos de dinheiro curto, acredita a administradora Elvira Cruvinel. Chefe do Departamento de Educação Financeira (Depef) no Banco Central do Brasil, ela defende a inclusão do tema no ensino regular, já que o uso de cartões de crédito e a abertura de contas bancárias se dissemina em larga escala entre os jovens de todas as categorias sociais do país.

Opinião semelhante é compartilhada por um dos maiores especialistas brasileiros nas áreas de finanças públicas e Previdência Social, mestre em Ciências Econômicas pelo Instituto de Economia da UFRJ e autor dos livros “Reforma da Previdência” e “Brasil – Raízes do atraso”, Fábio Giambiagi, que faz parte do Departamento Econômico do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele afirma que, se houver uma intensificação dos esforços de educação financeira no ensino médio, será possível tentar ensinar nossos jovens – essa geração que hoje se encontra no Ensino Médio e segunda etapa do Ensino Fundamental, que já nasceu no Plano Real e com poder de consumo e viagens no bolso – a poupar para o futuro, diante da perspectiva de início de uma curva descendente no número de pessoas economicamente ativas em menos de 15 anos, tendo em vista a reforma da Previdência que se avizinha.

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06/10/2016 11h55

Por Mariana Santiago e Olga de Mello

Jornalista da revista Cadernos de Seguro e jornalista colaboradora da revista Cadernos de Seguro.

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