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Opinião

Consumidores invisíveis e os planos de saúde

“Na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não geram somente um efeito, mas uma série de efeitos. Dentre esses, só o primeiro é imediato. Manifesta-se simultaneamente com a sua causa. É visível. Os outros efeitos só aparecem depois e não são visíveis. Podemo-nos dar por felizes se conseguirmos prevê-los”.

O pensamento é do economista francês Frédéric Bastiat, que viveu no século XIX. Bastiat ficaria perplexo com a forma como a regulação é feita no Brasil e, em especial, no setor de saúde suplementar. Atualmente, os planos de assistência médica contemplam cerca de 50 milhões de beneficiários.

Toda a discussão sobre a legislação gira em torno da criação de regras para aumentar a proteção a esse público. Diversas são as entidades que se arvoram no papel de defensores – sem procuração – dos consumidores. No fim, essas pessoas são aquelas de visibilidade garantida, enquanto os invisíveis estão atualmente fora do mercado, mesmo tendo interesse em possuir um plano de saúde. Não os têm por falta de condições econômicas, em razão do desemprego ou da queda na renda.

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05/07/2017 02h21

Por Solange B. Palheiro Mendes e Sandro Leal Alves

Presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e Economista e Superintendente de Regulação da FenaSaúde.

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