Cadernos de Seguro

Análise

Por que os planos de saúde são caros e os reajustes, altos?

Adão e Eva começaram a envelhecer assim que, cometido o pecado original, foram expulsos do paraíso. Envelhecer passou a ser um fato da vida. Durante milênios, vivia-se pouco. Por algum tempo, a expectativa de vida ao nascer era abaixo de 40 anos, assim curta porque a alta mortalidade infantil reduzia a média do tempo de vida.

A população vivia em quase equilíbrio numérico (baixo crescimento), com altas taxas de natalidade e mortalidade.

As mortes infantis começaram a cair e a expectativa de vida passou a aumentar no final do século 19, na Grã-Bretanha, em virtude do progresso material daquela sociedade. Hoje, no mundo desenvolvido, está entre 80 e 85 anos. Note-se, no entanto, que baixa expectativa de vida não se confunde com chance nula de se atingir idade elevada. Sócrates morreu há 2.500 anos na idade de 70 anos porque foi condenado a tomar cicuta. Ordenações do Reino de Portugal de 1603 reconheciam o direito à aposentadoria para pessoas que “aparentassem” ter 70 ou mais anos de
idade. Isso, note-se, em 1603, quando a expectativa de vida era de menos de 40 anos.

A novidade não é, portanto, o fato de os indivíduos envelhecerem, mas sim de a sociedade envelhecer, algo expressado no aumento continuado da proporção de pessoas maiores de 65 anos na população. Isso vem da menor fecundidade e do aumento da longevidade ou da maior chance de se alcançar idades altas. Por exemplo, no Brasil de hoje, os idosos (60 ou mais anos de idade) são 26 milhões ou 12,5% da população; em 2050, serão 66,5 milhões, ou 29,4%. Caminhamos rapidamente para sermos uma sociedade de idosos.

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05/01/2018 04h46

Por José Cechin

Diretor Executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).

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