Cadernos de Seguro

Opinião

Estamos a caminho da disrupção dos seguros?

Alguns termos acabam por criar aderência ao público
em geral e viram clichês nas mesas de reunião, tais como “compliance”, “vantagem competitiva”, “zona de conforto” e, agora, de forma mais recente, a “disrupção” ou “inovação disruptiva”. A “disrupção” surgiu com o professor de Harvard Clayton Christensen. É um termo usado para descrever iniciativas que apresentam produtos acessíveis e incentivam o crescimento de um mercado emergente de consumidores, desestabilizando as empresas que eram líderes no setor.

A passagem dos discos de vinil para os CDs e DVDs, o surgimento das câmeras digitais substituindo os tradicionais filmes em acetato, sites de stream de músicas e o Netflix são exemplos de disrupção.

O mercado de seguros evoluiu muito nos últimos anos,
principalmente em relação à quebra do monopólio do resseguro; à quantidade de produtos disponibilizados; à criação de ferramentas de cálculo, inicialmente através dos kits e, depois, dos sites das seguradoras e dos sistemas de multicálculo; e aos sites de venda on-line. Porém, o que mais vivenciaremos em poucos anos?

A internet democratizou a informação, levou ao surgimento das redes sociais e saiu do computador para o notebook. Dali para os tablets e smartphones, sendo que estes últimos tomaram o mercado. Só no Brasil, a expectativa é de chegarmos a um aparelho de celular por habitante em 2017.

A tecnologia não para de evoluir. A Internet das Coisas, a Inteligência Artificial e o Blockchain estão cada vez mais presentes nessa nova Revolução Industrial, em que os processos produtivos tradicionais são e serão reinventados. Estamos na chamada “Era digital”, e o mercado de seguros tem que acompanhar as mudanças e “sair da caixa”, uma tarefa que não é das mais fáceis, considerando que temos de alterar todo o jeito de ser de um mercado usualmente tido como conservador.

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16/05/2018 06h15

Por Aderbal Humberto Braun Amaro

Graduado em Direito pela Universidade Regional de Blumenau. Possui pós-graduação em Gestão em Seguros ministrada pelo ICPG de Blumenau. É professor da Escola Nacional de Seguros na disciplina Riscos e Ramos Diversos e Gerenciamento de Riscos e diretor corporate na Áthina Corretora em Blumenau. Corretor de seguros formado pela Escola Nacional de Seguros com certificação expedida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) em andamento.

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