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  Rio de Janeiro, 08 de Fevereiro de 2012 HomeRSSAdicionar aos FavoritosFale com o Editor
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Um Instante

 



A paixão da filosofia e a filosofia da paixão

Quem é o homem? O que somos? Para onde vamos? De onde viemos? Tantas perguntas para (ainda) tão escassas, incertas, duvidosas respostas... Nosso cotidiano é repleto de experiências sensoriais, emotivas, corporais, humanas que às vezes precisamos de um tempo para pensar, refletir. E nada melhor do que se entregar a tão apaixonantes conceitos filosóficos num lugar na qual a atmosfera torna-se um convite para deixar a mente fluir rumo aos confins do imponderável. Foi o que fez Márcia Glenadel, funcionária da Gerência de Conteúdo e Planejamento. Fã confessa das letras e das artes, ela não pensou duas vezes ao passar pelo número 6 da Place Saint-Germain des Prés, em Paris. No seu périplo pela capital francesa, Márcia voltou sua atenção para o Les Deux Magots, tradicional Café e um dos mais antigos da cidade. Fundado em 1812, tornou-se reduto de intelectuais, poetas, escritores e filósofos. Absorta em seus pensamentos, ela percebeu algo muito especial ao pedir um espresso. “Ao me sentar naquele Café, que foi frequentado por Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, resolvi eternizar o momento em que a luz natural atravessou o copo d’água e refletiu na xícara”, relata ela ao descrever a captura da imagem sublime, uma das mais votadas no 3º Concurso de Fotografias da Escola Nacional de Seguros – Funenseg.

Mas o que seria da filosofia se não houvesse a paixão? Paixão pela vida, pelos mistérios do ser e pelas coisas mundanas. E qual dos maiores prazeres terrenos senão o futebol? Arte, mística e fé são elementos arraigados naqueles que, como numa eterna romaria, fazem desse esporte o seu culto, a sua paixão. Como num voto de casamento, o torcedor, apaixonado, estará incondicionalmente ao lado do seu time, prometendo-lhe “ser fiel na alegria e na tristeza, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe”. E foi exatamente essa obstinação que levou Adilia Montenegro, da Gerência de Recursos Humanos, a juntar-se à multidão de “passionados” pelo Fluminense, numa certa tarde no Maracanã, num momento em que o tricolor carioca das Laranjeiras corria o risco de rebaixamento no campeonato brasileiro do ano passado. Ao direcionar sua câmera para eternizar a magia da força da sua torcida, ela nem percebeu que a “energia” que emanava dos “vert, blanc, rouge” também estava sendo capturada por outro pertinaz seguidor do time. A cena, diz ela, “é apenas um registro de quem participou de corpo e alma da energia fantástica que a torcida e o time compartilharam.” Ao apreciar a foto – outra das mais votadas no concurso da Escola –, não há como não associá-la a uma célebre frase do saudoso escritor Nelson Rodrigues (1912-1980), o Profeta Tricolor: “Uma torcida não vale a pena pela sua expressão numérica. Ela vive e influi no destino das batalhas pela força do sentimento. E a torcida tricolor leva um imperecível estandarte de paixão.”
(ACT) 

Essa foto é apenas um registro de quem participou de corpo e alma desta energia fantástica que a torcida e o time compartilharam.

 

 

 

 

   




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